domingo, 1 de maio de 2011

Proposta


Este curso tem como objetivos: Analisar a cultura e religião tradicional Yorùbá e o Candomblé Kétu, traçar comparações por analogias e analisar o modus operandi no formato atual.


Para atingirmos estes objetivos iremos conhecer aspectos da geografia política e a divisão étnica da África, dos tempos remotos aos atuais, passando pelo processo da escravatura e suas conseqüências socioculturais.


Conhecer o modus-vivendi dos Yorùbá, transportar e comparar com o modo religioso brasileiro é vital para entender a religião do Candomblé e assim, tentar desvendar suas complexas tramas. Questões africanas yorùbá tais como: a oralidade, a palavra, o poder e a ancestralidade, devem ser reconhecidas e comparadas ao sistema religioso criado no Brasil. Desta forma, nos motivando a estudar para também entender seus ritos, suas divindades, seu oráculo.


A didática do curso preza pelas dúvidas ou assuntos apresentados pelos alunos. Os temas serão debatidos de forma fácil, livre e prazerosa. É com essa ótica que os alunos querem compreender e desvendar a cultura e a teologia yorùbá. Seja por opção e/ou por fé.

Histórico da FUNACULTY

O curso foi pioneiramente instituído e ministrado por Aulo Barretti Filho em São Paulo de 1979 a 1985, na “ACACAB” - Associação Casa de Cultura Afro-Brasileira, uma organização destinada à cultura afro-brasileira. Nesse mesmo período fomos colunistas de religião na “Revista Ébano” com diversos artigos inéditos e pioneiros, em língua portuguesa.

Em 1983, o curso também foi ministrado no SESI, como Extensão Cultural e, em 1984, premiado pela Assessoria para Assuntos Afro-Brasileiro da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo, por meio do Assessor Ari Cândido Fernandes.

Fundamos em 1985 a Funaculty - Fundação de Apoio ao Culto e Tradição Yorùbá no Brasil, e ministramos o curso entre 1986 e 1992. A “Funaculty” foi extinta em 1993. Retomamos, com novas formatações, em 1998 e ministramos até o 1º semestre de 2006.

Durante estes anos, como especialista no tema, ministramos, cursos e palestras em universidades e espaços culturais.

O meio acadêmico brasileiro intitulou estas ações construídas a partir dos anos 80 de: africanização ou reafricanização das religiões de matriz africana de São Paulo, todavia, o chamamos de: “O inicio da reafricanização como movimento social[1].

[1] Dall’oralità alla scrittura - La Riafricanizzazione. Aulo Barretti Filho. In Bruno Barba (org.). La Voce Degli Dei, Gênova, Cisu, 2010.